quarta-feira, 7 de abril de 2010

todo dia

É que no meio dessa nossa vidinha tão cheia de compromissos e afazeres e prazos e responsabilidades fica difícil ver aquelas coisinhas, inhas mesmo. Dia-a-dia e a gente nem olha pro lado, sempre olhando pro chão. Enterrando a cabeça em listas, tarefas, preocupações. pensando no que você esqueceu de fazer, no melhor horário de ir ao banco pagar aquela conta, etc. etc.
já que todo dia ela faz tudo sempre igual, hoje podia ser diferente. todo dia poderia...
e é por isso que hoje (quiçá sempre) eu quero que uma coisinha pequenininha me surpreenda. pode ser? não é pedir muito, é?


aproveita que hoje tá frio e sinta o ar gelado.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Holi - o festival das cores

Holi é uma festa celebrada na Índia pelas populações hindus para comemorar a primavera, onde as pessoas jogam tinta, pós coloridos e água uns nos outros. É, com certeza, a festa mais legal do Oriente!!
Peguei algumas fotos do Big Picture, o resto, todas ótimas, dá pra ver lá no site deles.









incrível! espetáculo! fantástico!

(des)alinhado

E ele faz tudo errado sem nem saber que está errando. Retruca a frase errada, implica com o comentário inofensivo do alto de sua segurança limpa e branca. Age indiferente àquilo tudo que faz a maior diferença no mundo, no meu mundo. E o meu mundo vai girando sem saber que ele quer mais é que todos eles estejam errados. Gira pro lado contrário, contra a correnteza, com muita força e muita teimosia. Um eixo torto, talvez. O quase reto sempre foi mais interessante que linhas certas e certeiras. Eu sempre soube disso, pena que ele ainda acha que não. O eixo dele desacelerou, mudou e se perdeu mais ainda. Uma outra gravidade o atormenta e ele se defende contra o desnecessário. Não precisa, basta estar. Basta enxergar. Basta andar certo por linhas tortas.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

modern guilt

Copo meio cheio, meio vazio? Nunca é. Nada será como vc imaginou, nada será ideal, nada é perfeito. As coisas são e ponto e pronto. Viver. Só isso que precisamos fazer. E da melhor maneira possível, do jeito de cada um. Tentar fazer isso sem culpa, sem cobrança. Esse é o problema. O maior deles. Expectativas dos outros que viraram nossas. Viraram minhas na hora que eu aprendi a fazer xixi na privada e abdiquei da fralda. Depois disso foi só no imperativo. Meu e deles. Faça. Seja. Queira. Sei. Fácil, né?!

De algum jeito é. Alguém sempre vai te dar alguma coisa que você quer ou precisa, na hora certa e na hora errada. Importa e não importa, mas faz tudo valer a pena. As coisas simples. A euforia de momentos bobos. A beleza trivial dos atos e dos fatos. Só lembre-se de encher o copo meio vazio com sabores diferentes e tomar sem medo. Pode vir um gosto amargo ou azedo, mas será diferente. No fundo, é só isso que interessa.
Sem otimismo, sem pessimismo. Afinal, o otimismo de um pode levar a cegueira, ou te manter numa ingenuidade perigosa, mas também leva à esperança e à confiança. E o pessimismo, e a crítica? Morreria sem ou com ela? Ela que me deixa desconfiada, incrédula, cética. Ela que resiste a tudo e a todos, mas que eu não sei deixar de ouvir. Deveríamos conseguir manter a ingenuidade parcial das crianças e a desconfiança dos adultos. Sem se jogar de mais, mas, principalmente, sem se jogar de menos. Senão tudo perde a graça. Tudo.

Mas quem consegue? Não conheço, acho. Talvez os inconsequentes; talvez as macabéias. Tudo para não ir levando aquela vidinha besta de todo dia. Acontece que a sua mesmice não é igual a minha e a minha mesmice impressiona muita gente. E agora? Não sei parar e devoro tudo. O que eu não consigo é justamente relaxar e falar foda-se. Me assusta pensar que cada vez mais eu diminuo o círculo de pessoas com quem eu consigo conversar e, portanto, conviver. Fadada à solidão? À pessoa arrogante e chata que está sempre querendo ir embora? Sempre se irritando? Não sei, não sei, mas é assustador.

E nessa hora, quero ir embora porque o pensamento nunca está ali na sala, no meio da conversa. Ele está sempre no que foi ou no que será, naquilo que interessa, naquilo que deveria estar acontecendo e, normalmente, não está. Se houvesse culpados, quem seriam? A família que te criou, a escola que te educou, as escolhas que fez, as pessoas que não fizeram igual? O breve momento de identificação releva os anos de diferença?

Não sei, não tenho respostas. São temas recentes e antigos, são meus e não seus, mas continuam sendo assustadores. Tenho medo. Medo. Essa é a palavra da minha geração. E tudo isso por tudo aquilo.

em construção

two way street

He said he wanted to go but didn't. She said she wanted to stay but went. He never saw her anymore. She never saw him anymore. He always appeared when she disappeared, at those places where possibilities vanished. They grew apart. Keeping a safe distance when driving.
She wanted collision and nothing could change that. He dreaded surprises and did nothing to change that. Coincidences led the way and all she wanted to say was: I lost the u-turn, babe!

all you need is love

domingo, 4 de abril de 2010

momentum

Permanecer, o mais insustentável dos verbos. E eu, dopada, achando que consigo. Mantenho o metabolismo basal. Aos poucos ele me mostra como é fácil. Só respirar, comer, dormir e, quando necessário, colocar para fora um pouco da alegria, da raiva, da tristeza. Ser simples. Viver simplesmente. Se manter no aqui, no agora. sem querer fugir daquilo que desconhecemos. sem querer ficar, porque ficar implica em não sustentar nem o mais trivial entre nós. sem fazer força para nada, pois sei que o nada não existe ali. ali tem peso, sempre teve, sempre terá.
No dia seguinte começa tudo de novo. respiro. como. durmo. e extravaso o sentimento do agora. e assim vou. vamos. vais.